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Nos últimos meses escrevi alguns textos sobre liderança, focado no comportamento e atitudes, que considero ser essenciais para que uma pes...

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sábado, 16 de abril de 2016

Vergonha Nacional

Nos últimos dias estamos sendo bombardeados de informações contraditórias na política. De manhã lemos ou assistimos noticias que no fim da noite são desmentidas. Os políticos parecem ter perdido a vergonha, pois deixaram de defender os interesses do povo e passaram a defender apenas os seus e daquilo que seus partidos acreditam. O pior é ver que o STF (Superior Tribuna Federal) também se mostra travando uma guerra de opiniões pessoais, deixando em dúvida as Leis pela quais, deveriam ser os guardiões.

Me sentindo ultrajado, ridicularizado e envergonhado com toda esta situação que o País vem passando, resolvi aprofundar meus conceitos, na busca de respostas. Fui ao dicionário (Pai dos Burros), para buscar elucidações que me confortasse e veja o que descobri:

Quando busquei a palavra Partido, veja o que encontrei no dicionário:

Partido: que se partiu; quebrado; que foi dividido em partes; rachado; fragmentado.

Analisando friamente e racionalmente essa definição, fica fácil absorver o que está ocorrendo. Os partidos estão fazendo cumprir a sua definição, quebrando todos os conceitos morais, éticos e sociais. Estão fragmentando nossa realidade do que é certo ou errado, detonando nossas virtudes, fazendo com que as pessoas se dividam.

Em outra definição, as coisas se tornam mais claras ainda, vejamos o que venha a ser um Partido Político: associação de cidadãos que partilham uma concepção política ou interesses políticos e sociais e que se propõe alcançar o poder, facção.

É tudo o que realmente estamos vivendo, ou seja, o PT contra PSDB. Enquanto o primeiro ganhou força por conta dos altos investimentos de empresas e estatais, conseguiram um grande número de cidadãos se associando para partilharem interesses, que na minha modesta opinião, de enganarem os pobres e oprimidos, com esmolas, para fazerem fortunas pessoais. Iludiram as pessoas de bem, com emprego, sonho da casa própria, educação universitária, dentre outros, para ficarem a vontade com a maior fatia do bolo. Já o PSDB, conseguiram atrair intelectuais, com interesses mais seletivos, defendendo claramente a classe mais elitizada e criando oportunidades menos popular. Os demais partidos políticos, ficaram divididos entre estes dois poderes, ora caminhando em direção daquele que tinha a maioria, ora correndo em direção ao outro, para defender os seus interesses, que estavam sendo enfraquecidos.

É por isto, que fica difícil acreditar que haverá melhorias absolutas. Os poderes já estão divididos, mesmo enfraquecidos depois de tanto escândalo. Somente um milagre poderá mudar este ciclo vicioso que foi implementado no poder Legislativo, Executivo e Judiciário.

Vamos aprofundar as definições do dicionário, que com certeza é bem mais velho do que eu, para compreender ainda mais o momento atual. A próxima definição que busquei, foi Política: ciência ou arte de governar; orientação administrativa de um governo; princípios diretores da ação de um governo; arte de dirigir as relações de um Estado com outro; conjunto dos princípios e dos objetivos que servem de guia a tomadas de decisão e que fornecem a base da planificação de atividades em determinado domínio.

Mais uma definição enriquecedora, que explica e muito o que estamos vivendo. É por isto, que devemos analisar com calma os projetos de campanha. Não podemos condenar aquilo que ocorre, se votamos as escuras. Também é por isto, que defendo o impedimento da atual Presidente da República. Se pegarmos as promessas das eleições de 2014, ficará fácil definir um lado. Nada do que foi prometido está sendo realizado, muito pelo contrário, eles estão fazendo exatamente tudo o que disseram que ocorreria se outra pessoa ganhasse as eleições. Estamos vivendo uma crise de identidade, sem eira na beira. Utilizando as definições do dicionário, faço algumas perguntas: que princípios objetivos estão servindo de guia para as decisões do País? Que atividades estão sendo realizadas para defender os interesses na nação? Que valores e princípios o governo atual está defendendo? Quais são as diretrizes estabelecidas para manter o que fizeram no passado? Quais as metas para salvar o que deu errado?

Qualquer resposta, desde que seja, racional, levará a: salvando a si mesmo. Salvando ideologias idealizadas por pessoas que nunca amaram o País, que aproveitaram o momento para se fazer ouvido. Fazendo valer apenas as demais definições que encontramos sobre Partido Político, que seria: estar em melhores condições; tirar proveito de, aproveitar-se de; estar do lado de alguém, proteger-se; pessoa considerada boa devido às suas qualidades ou à sua situação econômica favorável.

O que estamos vivendo, é uma Politicagem: ato ou efeito de politicar; uma política pouco escrupulosa ou que se rege por interesses pessoais; ato de politiqueiro; resultado de ações dos maus políticos.

O pior é que estes utilizam a Democracia para se defender, alegam que estamos vivendo um Golpe, pois vivemos uma República, e isso é perfeitamente aceitável. Vamos analisar mais estas definições para verificar se existe verdade no que os Petistas estão falando. Democracia significa um sistema político em que a autoridade emana do conjunto dos cidadão, baseando-se nos princípios de igualdade e liberdade.

Como se pode ver, a autoridade atual, está fazendo tudo o que disse que não faria, então está sem princípios. Não se pode dizer que ela está lutando por igualdade e liberdade, uma vez que trata as posições contrarias ao seu governo como golpe. Para esta definição, tive que buscar mais alternativas, pois golpe, está apropriado a um ato violento, mais destinado a um esporte, luta. Então busquei como Golpe de Estado, que trouxe uma definição mais apropriada: tomada, ou tentativa de tomada violenta do poder governamental de um país, geralmente com apoio ou conivência de forças militares. Pereba que não estamos vivendo nenhuma situação, nem outra. Para evitar que os espertinhos critiquem a minha pesquisa, busquei outras definições de Golpe e pude ver, que de maneira figurada, podemos definir como ato de astúcia pelo qual se procurar obter vantagem; fato ou situação que traz prejuízo ou infelicidade; desgraça; acontecimento imprevisto; estratagema; trama. Perceba que nenhuma das alternativas se enquadra no quadro em que vivemos. Que vantagem a oposição teria, se estamos quebrados. Quem em sã consciência gostaria de assumir o poder na atual crise em que o País atravessa? É ridículo fazer o cidadão acreditar que a oposição está praticando um Golpe. Na verdade, são os governantes que estão a 13 anos aplicando um golpe na nação brasileira. Acreditar que os partidos, que já estão divididos e sem nenhuma diretriz estão tramando uma estratégia, é no mínimo chamar todo mundo de burro.

Agora que conseguimos elucidar várias palavras que estamos sendo obrigados a ouvir, vamos definir o que venha a ser República: forma de governo em que o chefe do Estado é eleito pelos Cidadãos ou seus representantes; Estado que se governa deste modo; sociedade política; interesse geral de todos os cidadãos de um Estado. Em nenhuma das definições apresentadas, traz a conotação, de que devemos comprar votos, comprar artistas, comprar pessoas para sair na rua, comprar outros políticos.

Em suma, estamos vivendo uma vergonha nacional. Estamos vendo pessoas gastando nosso suor, ou seja, nosso dinheiro de impostos, em favor de seus interesses pessoais. Fomos forçados à assistir uma peça de teatro de terror, onde estão rindo, cuspindo na nossa cara. CHEGA, BASTA! Precisamos gritar, fazer valer os nossos interesses. O Brasil pode e precisa ter políticos melhores, que defendam interesses coletivos e verdadeiros com o crescimento profissional, ambiental e humano. Passou da hora de termos pessoas dignas, capazes e com projeto para o povo, com foco no resultado de melhorias da vida do povo.


Ronaldo Damaceno











domingo, 15 de março de 2015

O que fazer se o Governo está surdo?

É lamentável ouvir a defesa do Governo frente as Manifestações dos últimos dias. No início, até parecia que tinham entendido, ao afirmarem que a manifestação não representava um Golpe Político, que era algo relacionado ao sentimento da população, mas daí para frente, se tornou um discurso sul real. Acredito que a defesa por seus ideais, impeça uma análise mais realista do que a população está tentando dizer.

O Governo repete falas de outros anos, insiste em dizer estarem abertos ao diálogo e que ouvirá a sociedade para tomada de novas ações. Acontece que o discurso anda completamente contrário ao movimento diário. A cada pacote de medidas, mostra um distanciamento cada vez maior da população. A Presidente Dilma, que diz governar para toda população, mas em sua defesa, afirma que, os manifestantes são os mesmos que não votaram nela. De certa forma, diz que a manifestação não é importante ou representativa, pois quem votou nela, continua fiel.

Fica difícil acreditar que neste atual governo, encontraremos uma saída equilibrada da atual situação. A população precisará encontrar novos meios de tornar clara sua posição. Será necessário um interlocutor, que transforme nossas queixas em propostas, mas sem que esta pessoa represente a oposição ou o partido. Precisa ser alguém neutro, que tramite dos dois lados e que seja respeitado por ambos.

Em outras palavras, precisamos de uma mobilização construtiva, sem defesas e vaidades. O Brasil precisa se reformular, sem a necessidade de criar um salvador da pátria ou de um bandido sem escrúpulos. Pensar de maneira objetiva, ampla, com foco e com propósito. A saída seria utilizar as agências e fazer rodadas de negociações, levantar o máximo de posições, sem discussão se isto é ou não certo, para depois, discutir propostas realistas e apresentar para sociedade, novamente em rodadas de negociações.

Também poderíamos utilizar da internet para levantar informações e convidar especialistas, professores, consultores e até mesmos políticos de outros países, que sejam exemplos de gestores, para que encontremos uma alternativa. Precisamos acordar deste pesadelo, em que, os políticos de maneira geral, estão contaminados por toda esta lama. Precisamos eliminar os tampões dos ouvidos e buscar um caminho mais confiável e seguro para o Brasil.


São Paulo, 15 de março de 2015.



Ronaldo Damaceno

Por um Brasil Melhor


São Paulo, 15 de março de 2015

Alguns brasileiros acordaram com vontade de mostrar sua indignação com o caminho político que o país atravessa, fazendo gritos de ordem de vários desejos, destacando: fora Dilma; fora PT; impeachment; prisão para os acusados no Lava Jato, dentre outras. Não acredito que isto traga resultado de imediato, nem tão pouco, que resulte mudanças radicais, porém tenho muita fé, que isto mostrará aos políticos, que boa parte da população brasileira, encontra-se farta de tantas mentiras, falcatruas e descaso com nossos interesses.

Durante quase todo o mandato do PT o povo ficou calado, muito diferente de outros governos, que se manifestava por qualquer coisa. O ex. Presidente Fernando Collor de Mello, foi expulso do seu governo por muito menos do que estamos passando. A nossa tolerância foi se acomodando com o tempo e dando voto de confiança para os atuais governantes, por conta de um desejo humanitário e social nunca visto. É como se perdoássemos alguns desvios de conduta por conta de uma nova ordem social e humanitária, uma vez que as pessoas mais necessitadas estavam sendo atendidas. Acredito que as pessoas se sentiam envergonhadas de mostrar sua indignação, por serem consideradas parte da burguesia ou de classe média, uma vez que o governo se mostrava defensor dos pobres e oprimidos.

Parece muito a lenda de Robin Hood, que roubava dos ricos em favor dos pobres, em troca de manter sua identidade protegida. Acontece que na vida real, não dá para levar isto à risca. Em algum momento, o povo sofrerá as consequências, seja ela em forma de aumento de impostos, seja na hora de fazer suas compras, pagar aluguel ou até mesmo, na manutenção diária de sua rotina. Precisamos superar este patamar, garantir as boas conquistas para a população mais necessitada e resgatar os controles que nos deram condições de chegar até aqui.

O Brasil pode e deve ser melhor do que é. A população merece transparência dos nossos gestores, além de ações alinhadas para um objetivo comum. Não vejo até aqui, uma visão clara do futuro do país. Para onde estamos indo? Que sacrifícios teremos de fazer para conquistar este sonho? Que metas teremos que atingir ao longo deste governo? Como será mantido o que já se conquistou até aqui? Qual a viabilidade disto dar certo?

Precisamos como nunca de um Planejamento Estratégico, com envolvimento maciço da população. Durante muitos anos, vivemos o sonho de nos tornar um país democrático, independente e listar entre as economias mais ricas. Mas a desigualdade social, esfregava em nossa cara, que não teríamos condições de conquistar isto, sem ajustes neste sentido. Agora, precisamos alinhar o que já conquistamos, o que falta e definir um novo rumo. O Brasil precisa lutar para ser melhor do que foi até aqui e neste quesito, precisamos avançar e muito. Os políticos precisam se preparar para este novo cenário. Não tem como lutar por um ideal com ferramentas antigas. Os atuais políticos não representam mais a nossa vontade e interesses. É preciso um novo pactuo.

É neste sentido que acredito que as manifestações serão importantes. O povo ao pedir tudo e ao mesmo tempo nada, mostra um profundo descontentamento com o que estamos vivendo. Exige uma reflexão ampla, sem interesses imediatos. Não suportamos mais aumentos, sejam eles de que ordem for. Não existe mais espaço para roubos e falcatruas. O governo precisa gastar menos com eles e dedicar mais a serviços para a nação. É preciso buscar soluções para problemas que não tínhamos até aqui, como por exemplo a falta de água, que traz consigo, o caos elétrico e com isto, aumentos dos custos primários e dificuldades para toda nação que vivia em abundância. Sendo assim, precisamos parar de buscar culpados e buscar soluções rápidas e econômicas, capazes de reverter este quadro.

Eu acredito que o país saíra melhor, pois mesmo não mudando os políticos, mesmo não mudando as normas atuais, vamos mudar o jeito de pensar, a forma de avaliar e obrigar que nossos representantes, mudem o jeito de fazer política.


Ronaldo Damaceno

sábado, 25 de outubro de 2014

Tirando lição da campanha política 2014

Agora que estamos chegando ao fim desta eleição, onde sem dúvida alguma, foi uma das mais disputadas e mais acirradas, pelo menos, que eu tenha presenciado. Devemos analisar os pontos fortes e fracos desta campanha, bem como tirar lições de aprendizado disto tudo.

Sem dúvida nenhuma, esta eleição arrancou várias pessoas da zona de conforto, por exemplo: eu. Durante anos fiquei calado e guardava o voto em segredo. Vários amigos meus se manifestaram, saíram pra rua, substituíram suas fotos pelas fotos dos candidatos que apoiavam nas redes sociais. Alguns se revelaram intransigentes, outros marketeiros natos e outros, se revelaram excelentes pesquisadores. A cada dia que passava, ou a cada amigo que se declarava, parecia impulsionar outro a se manifestar. Confesso que nunca vi esta reação, ao menos, nada tão forte e parecido.

Os debates nas redes sociais foram emocionantes, eram amigos comuns, tentando convencer um ao outro, as vezes com ignorância, outras com simpatia e outras com muita tática de negociação. A cada novo debate entre os políticos, a cada novo factoide, a cada nova noticia, uma rodada nova de negociação ocorria. As pessoas lutavam por meio de textos, fotos e vídeos, na busca de desqualificar ou de mudar a opinião do outro.

Aos poucos se tornou uma guerra de emoções. Digo isto, pois no início, o PT, que não é novidade para ninguém, tinha o domínio disto. Porém com o andar da eleição, talvez por tantas mentiras e agressões de ambos os lados, mas com maior ênfase da parte de Lula e da Dilma, foi modificando os candidatos do Aécio, que ao meu ver, na sua grande maioria, não defendiam o PSDB e sim um projeto de reconstrução do País. As pessoas passaram a ver no Aécio uma oportunidade de mudar nossas vidas. A razão começou a tomar conta e o coração deu espaço para aceitar o novo. Acredito que nem o Aécio imaginava terminar assim.

Não consigo prever o resultado de amanhã, mas entendo que, seja quem for o vencedor, terá uma grande batalha pela frente. O Brasil não será mais o mesmo, as pessoas acordaram de fato e estão dispostas a lutarem por seus direitos e sonhos. Engana-se quem pensa que a Dilma ganhando, será um sinal de que os desvios e roubos estão liberados, que eles continuarão fazendo o que sempre fizeram, ou que tudo voltara ao normal. Dificilmente o que foi despertado, será dissipado rapidamente. O canal foi criado, as pessoas aprenderam o caminho e de certa forma, gostaram de discutir política.

As redes sociais, Youtube, Facebook, Twitter, Google+, Linkedin, dentre outras, se mostraram uma ferramenta de pesquisas e de comunicação de massa. É fato que as pessoas se soltam atrás de seus computadores, tabletes e celulares, fazendo comentários verdadeiros e sem medo. Mensagens e brincadeiras tornam os textos divertidos, envolvendo qualquer um, preto, branco, presidente, diretor, faxineiro, auxiliares, médicos, economistas, profissionais ou não, de uma maneira geral.

As outras eleições acabavam e tudo volta ao normal, mas esta, com certeza não será assim, ao menos de imediato. O segundo lugar nunca teve tanta importância como terá agora. Este Representará a outra metade dos eleitorados e se mantiver contato, assim como aconteceu com o Lula, voltará sempre mais forte, cativando cada vez mais pessoas para seu projeto.

Sendo assim, destaco como ponto forte o envolvimento da sociedade, mostrando sua cara. Fico imaginando que, se o Cazuza estivesse vivo, estaria comemorando, pois parece que os cidadãos brasileiros ouviram mesmo a sua música: "Brasil mostra sua cara, quero ver quem paga, pra gente ficar assim. Brasil, qual o teu negócio, o nome do teu sócio, confia em mim".

Os pontos fracos são muitos, mentiras, dados estatísticos adulterados ou forjados, manipulações de informações, suspeitas de compras de pesquisas eleitorais, brigas entre eleitores, agressões entre candidatos e exagero de informações falsas. Faltou debates de ideias e de propostas, uma construção de um plano que envolva a sociedade para uma mudança política e cultural do país.

Não foi nada agradável, ver pessoas se vendendo por tão pouco, por um almoço, viagem e mais R$ 50,00. As pessoas vestiam as roupas dos candidatos e se dirigiam para os comícios eleitorais, outros diziam que votaria em alguém para forjar o resultado das pesquisas. Outros lutavam para manter o bolsa família, minha casa minha vida e Pronatec, por medo do que ocorreria se a oposição ganhasse. Também não foi nada agradável ver as estatais serem utilizadas como currais eleitorais, divulgando o seu candidato e informações falsas para assustar os menos favorecidos de informações.
Análise Crítica do Brasil como um Processo, sem buscar culpados

Era comum os Petistas dizerem entre uma mensagem ou outra, de que a maioria dos eleitores que votavam na Dilma (ou melhor dizer, no Lula), não tinham tempo para ver ou não tinham acesso as redes sociais. O pior é que as notícias não eram dadas nos jornais, revistas e televisão. Quando algo era vazado, era de forma tão resumida, que deixa dúvidas para qualquer um dos dois lados.

Se não fosse os escândalos da Petrobras, do Banco do Brasil e a falta de água, não teríamos metade do efeito de discussão que tivemos, pois foram estes os principais temas, que aos poucos foram sendo direcionados para saúde, segurança, educação, tecnologia, logística e infraestrutura.

Acredito que não seja novidade para ninguém em quem votarei amanhã, por enumeras justificativas, que já dei, porém não será nenhuma surpresa se a Dilma ganhar. Mas quero deixar registrado que manterei firme e operante a minha luta por um país mais justo e que tenha mais a minha cara, sem faltar com o respeito a todas as demais opiniões.


Que Deus nos abençoe amanhã e que o Brasil saia mais forte do que entrou nesta eleição.


Ronaldo Damaceno
26/10/2014

Análise Crítica do Brasil como um Processo, sem buscar culpados
Muda Brasil




quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Muda Brasil

Eu como muitos brasileiros, tenho acompanhado os debates dos candidatos presidenciáveis, que tem sido uma grande oportunidade para ver um enfrentamento, acusações infundadas e de vez em quando, uma pauta do programa de governo para os próximos anos. Isto se repete, um pouco mais ou menos, em todos os canais de televisão, fazendo surgir uma reflexão:

a) São os assessores de marketing, com seus candidatos que ignoram a capacidade dos telespectadores?
b) Os canais abertos de televisão não estão preparados para realizarem um programa de debate que traga respostas ao invés de acusações?
c) É o povo brasileiro que não exige o suficiente, em sua qualidade de eleitor?

O Brasil precisa urgentemente de um levante. Não podemos continuar assistindo a vida passar e não fazer nada para melhorar. As pessoas com mais oportunidades, sejam elas por competência ou por indicação, estão se apropriando de nossas vontades, de nossos sonhos e fazendo cada vez mais riquezas para seus correligionários. Até quando permitiremos que estes candidatos defendam idéias dispares das nossas, sem ao menos ouvir o que realmente desejamos?

Após cada debate, sinto-me como uma criança que ganha um presente dos pais, mas que não corresponde ao seu desejo ou ao seu sonho. É ridículo ouvir dois candidatos discutindo números estatísticos, do tipo, fizemos "X" casas, "Y" Rodovias e "Z" aeroportos, como se isto resolvessem os problemas que estamos vivendo.

Não vejo ou ouço, dizerem que reduziremos os impostos, os números de cargos públicos, os números de secretarias, as viagens, os benefícios e apresentaremos as contas para que a comunidade acompanhem para evitar a corrupção que só cresce no País.

É nítido nestes programas de governo, a preocupação com o atendimento médico, como se o pobre e a classe média só tivesse isto de direito. Parece que para eles, saúde, é dar direito a um atendimento médico, realizar exames ou ser internado. Mas saúde é muito mais que isto, é fazer um plano de prevenção capaz de reduzir as doenças e mortalidades. Como gostaria de ouvir, que o governo fará um plano para combater a seca, combater a contaminação de rios, alimentos e meio ambiente, além de combater as pragas como Dengue, Malária, dentre outras.

É preciso que os candidatos foquem seus planos de governo em práticas de melhoria da qualidade de vida da população. Oferecendo exercícios, alimentação de melhor qualidade, lazer, com preços mais acessíveis para todas as classes.

Percebem que todos os planos oferecidos, são em forma de dinheiro. É para facilitar as maracutaias. Não vejo discutirem ações para utilizarem melhor o que já existe. Por exemplo: temos enumeras praças, parques e prédios do governo, que poderiam ser utilizados para oferecerem orientações, exercícios físicos, como fazerem ortas sem agrotóxicos para a população mais carente. Seria lindo desenvolver os espírito social existente em cada um dos brasileiros, para serviços voluntários de ajuda solidária as pessoas mais necessitadas. O governo entraria com a captação destas pessoas e os voluntários com os atendimentos.

Parece loucura, mas é o que gostaria de ver acontecer no Brasil. É triste ver que, com tanta abundância, ainda exista pessoas abaixo da linha de pobreza. Ainda existe comunidades com esgoto a céu aberto, ainda existe desigualdades, desde a informação até ao benefício.

Estamos vivendo a maior seca da história e não vejo uma candidato com um plano para reduzir a dependência das hidrelétricas, fazer novos reservatórios de água, desenvolver postos de tratamento e reaproveitamento de água e buscar soluções que agrida o menos possível o ambiente. Isto deveria estar em pauta, pois imagine ter que ajustar toda uma tubulação existente. Quem ajudará a população para rever o encanamento das residências, uma vez que nunca tivemos que nos preocupar com o tratamento e reaproveitamento da água?

É nítido que é mais fácil discutir a inflação, o crescimento, a segurança, a logística e o que dizem de saúde. Escuto isto há mais de 30 anos e a cada eleição, vejo números e números sendo ditos e quando olho para o lado, não vejo nada de diferente.

O que mais vi crescer nos últimos anos, são dívidas de pessoas com cartões de crédito, boletos e financiamentos. A população realmente passou a consumir mais, a participarem mais da fatia do bolo, mas estão cada vez mais tristes, preocupadas e vendo seus esforços indo pelo ralo. Antigamente via alguns comentários que diziam assim, a pessoa é pobre, mas é feliz. Hoje nem isto escuto mais. Só vejo pessoas procurando novas fontes de recursos para pagarem o que já fizeram de dívidas.

Os jovens adolescentes estão cada vez ficando mais nas casas dos Pais. Eles estudam como nunca estudamos, mas quando arrumam emprego, são para ganhar pouco. Está cada vez mais difícil recuperar o investimento investido nos estudos. É por isto que defendo de que precisamos mudar. O povo brasileiro precisa mostrar sua cara, defender seus interesses e fazer valer sua posição de eleitor.

Precisamos exigir um sistema de avaliação do governo, como se fosse uma eleição anual, onde os eleitores manifestaram a sua opinião quanto aos investimentos e prioridades do governo. Isto exigirá que os candidatos a lute pelos interesses da população, saindo da zona do conforto que é o Palácio da Alvorada.

O Brasil definitivamente merece coisa melhor do que o que estamos tendo. Fica aqui registrado meu sonho, minha vontade, para que um dia alguém com mais recurso e oportunidade, possa ajudar a consolidá-lo.



Ronaldo Damaceno

ronaldojdamaceno@hotmail.com