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terça-feira, 21 de julho de 2026

Diferença entre ONA e ISO na Saúde


Entenda a diferença entre ONA e ISO na saúde, seus objetivos, aplicações e descubra como esses modelos contribuem para gerar qualidade e valor.


Quando uma organização de saúde decide investir em qualidade, uma das primeiras dúvidas costuma ser:

Vale mais a pena buscar a ONA ou uma certificação ISO?

Essa comparação é bastante comum, mas parte de uma premissa equivocada.

ONA e ISO não são concorrentes.

Na realidade, elas possuem objetivos diferentes e, quando utilizadas de forma integrada, tornam a gestão mais segura, organizada e preparada para gerar valor.

Compreender essas diferenças ajuda clínicas, hospitais, laboratórios, operadoras de saúde e demais serviços a escolherem a estratégia mais adequada para sua realidade.

O que é a ONA?

A Organização Nacional de Acreditação (ONA) é responsável por um dos principais modelos brasileiros de acreditação em saúde.

Seu objetivo é avaliar a qualidade da assistência, a segurança do paciente, a integração entre processos e a maturidade da gestão.

A avaliação é realizada por instituições acreditadoras credenciadas e contempla diferentes níveis de maturidade, permitindo que a organização evolua continuamente.

A ONA foi desenvolvida exclusivamente para serviços de saúde, considerando as características e os desafios desse setor.

O que é a ISO?

A ISO (International Organization for Standardization) desenvolve normas internacionais aplicáveis a diversos segmentos da economia.

Na área da saúde, a mais conhecida é a ISO 9001, voltada para sistemas de gestão da qualidade.

Dependendo do tipo de serviço, outras normas também podem ser utilizadas, como:

  • ISO 15189 – Laboratórios clínicos;
  • ISO 17025 – Laboratórios de ensaio e calibração;
  • ISO 14001 – Gestão ambiental;
  • ISO 31000 – Gestão de riscos.

Enquanto a ONA é um modelo de acreditação em saúde, a ISO estabelece requisitos para sistemas de gestão que podem ser aplicados em diferentes tipos de organizações.

Principais diferenças entre ONA e ISSO

Aspecto

ONA

ISO

Aplicação

Serviços de saúde

Diversos segmentos

Objetivo

Segurança e qualidade assistencial

Gestão dos processos

Abrangência

Exclusiva para a saúde

Internacional

Avaliação

Organização acreditadora

Organismo certificador

Ênfase

Assistência e gestão integrada

Sistema de gestão

Evolução

Níveis de maturidade

Certificação conforme requisitos

ONA e ISO são concorrentes?

Não. Na prática, elas são complementares.

A ISO fortalece a estrutura do sistema de gestão.

A ONA amplia a maturidade dos processos assistenciais e gerenciais.

Muitas organizações utilizam a ISO para organizar seus processos e a acreditação para fortalecer a cultura da qualidade e da segurança.

Essa integração favorece resultados mais consistentes e sustentáveis.

Existem outros modelos além da ONA e da ISO?

Sim. O setor da saúde dispõe de diversos modelos reconhecidos nacional e internacionalmente.

Cada um possui características específicas e atende diferentes necessidades.

Modelo

Principal foco

ONA

Qualidade e segurança assistencial

Joint Commission International (JCI)

Excelência internacional em saúde

Accreditation Canada

Melhoria contínua e segurança

PALC

Laboratórios clínicos

PADI

Diagnóstico por imagem

CAP

Qualidade laboratorial

ISO 9001

Sistema de gestão da qualidade

ISO 15189

Competência em laboratórios clínicos

ISO 17025

Competência técnica de laboratórios

O modelo mais adequado dependerá do perfil da organização, dos objetivos estratégicos e dos requisitos de seus clientes e parceiros.

Qual escolher?

Não existe uma resposta única.

Uma clínica pode iniciar sua jornada organizando seu Sistema de Gestão da Qualidade.

Um laboratório pode optar pelo PALC ou pela ISO 15189.

Um hospital pode buscar a ONA ou um modelo internacional, como a Joint Commission International.

O mais importante é compreender que qualquer modelo de excelência deve fortalecer a capacidade da organização de gerar valor para pacientes, profissionais e sociedade.

Perguntas frequentes (FAQ)

ONA é uma certificação ISO?

Não. A ONA é um modelo brasileiro de acreditação em saúde, enquanto a ISO desenvolve normas internacionais para sistemas de gestão.

Um hospital pode ter ONA e ISO ao mesmo tempo?

Sim. Muitas organizações utilizam ambos os modelos de forma complementar.

A ISO é obrigatória para serviços de saúde?

Não. Sua adoção é voluntária, salvo quando exigida por contratos ou requisitos específicos.

A ONA é exclusiva para hospitais?

Não. O modelo pode ser aplicado a diversos serviços de saúde, como clínicas, laboratórios, serviços de diagnóstico por imagem, operadoras e outros.

Qual modelo é melhor?

Depende dos objetivos da organização. Em muitos casos, a integração entre diferentes modelos proporciona resultados mais robustos.

Conclusão

Comparar ONA e ISO como se fossem alternativas concorrentes limita a compreensão sobre a gestão da qualidade na saúde.

Cada modelo possui um propósito específico e contribui de maneira diferente para o fortalecimento das organizações.

Enquanto a ISO organiza processos e sistemas de gestão, a ONA amplia a maturidade da assistência e promove uma cultura voltada para a segurança e a melhoria contínua.

Mais importante do que escolher entre um modelo ou outro é desenvolver uma gestão capaz de transformar qualidade em valor.

Quando isso acontece, certificações e acreditações deixam de ser objetivos finais e passam a representar etapas de uma jornada permanente rumo à excelência.

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sábado, 11 de novembro de 2017

Como a Acreditação pode ajudar os Estabelecimentos de Serviços de Saúde nesta Crise

A acreditação em saúde no Brasil ganhou força a partir de 1998 e hoje conta com mais de 400 Estabelecimentos de Serviços de Saúde acreditados, com selos nacionais e internacionais. No passado recente, as organizações viam essa iniciativa como diferencial, porém hoje, é percebida como necessária e até obrigatória para sua permanência no mercado. Em meio a essa crise que o país vive, o sistema foi testado ao extremo e os resultados dessas organizações comprovam que a ferramenta é  recomendada para reduzir despesas desnecessárias com retrabalho.

O custo inicial de implantação em ajustes físicos do estabelecimento, como de educação e treinamento para capacitação e engajamento da equipe, além do desenvolvimento dos documentos e protocolos, obrigam essas organizações a praticarem o planejamento estratégico, a refletirem seus perigos e riscos, bem como ações preventivas de contingência, como de mitigação, melhorando a comunicação interna para o tratamento adequado dos eventos que são pertinentes em suas atividades. Ter isso, reduz consideravelmente processos jurídicos por danos morais e prejuízos financeiros ou danos a imagem da organização e de seus colaboradores. É nítido que esses serviços estão melhores e mais seguros, alçando novos resultados financeiros, devido ao aumento de credibilidade junto a classe médica e aos seus usuários. Os planos de saúde também sentem-se mais seguros e já notam que o custo com o retrabalho é menor nesses serviços, reduzindo o tempo médio de internação ou repetindo menos os exames.

Não tem como deixar de enxergar que as melhorias são significativas e que todos ganham com a Acreditação: empresa, médico solicitante, paciente, plano de saúde, governo e sociedade como um todo. Porém como investir nesse processo em meio a essa crise? Esta é a pergunta que mais ouço. A resposta é bem simples, se você não corrigir logo seus processos, estabelecendo os protocolos, prevendo seus perigos e riscos, com certeza você terá muitas dificuldades ao final da crise, pois terá perdido mais clientes para esses serviços acreditados. É a hora da verdade para os Estabelecimentos de Serviços de Saúde. Não tem como continuar assistindo o filme e torcendo por um final diferente. É preciso arregaçar as mangas, ir a luta e reconstruir a história. O mercado morre para quem deixa de ser competitivo, para aquelas empresas que não se renovam, não planejam e principalmente, que não investem em conhecimentos, para reformular seus processos, pela busca incessante de satisfazer seus clientes, que retribui com seu dinheiro nos serviços e produtos adquiridos.

A corrida está longe do fim, ainda existe tempo e espaço para encarar uma reformulação de gestão para um processo seguro de Acreditação, mas não se pode acreditar que ela sozinha fará o milagre de salvar a empresa. A crise que o país atravessa é séria e delicada, não passará da noite para o dia, mas somente as empresas preparadas serão capazes de atravessar essa turbulência. A acreditação tem se mostrado um barco seguro, capaz de apoiar altas tempestades, mas ainda depende de comandantes com visões de futuro, ousados e obstinados em conseguir novos resultados.

Entendo que as empresas de Serviços na Saúde, encontraram um aliado forte para combater a crise e esse aliado é a Acreditação.

Ronaldo Damaceno
Gestor Executivo em Saúde