Entenda a diferença entre ONA e ISO na saúde, seus objetivos, aplicações e descubra como esses modelos contribuem para gerar qualidade e valor.
Quando uma organização de saúde decide investir em
qualidade, uma das primeiras dúvidas costuma ser:
Vale mais a pena buscar a ONA ou uma certificação ISO?
Essa comparação é bastante comum, mas parte de uma premissa
equivocada.
ONA e ISO não são concorrentes.
Na realidade, elas possuem objetivos diferentes e, quando
utilizadas de forma integrada, tornam a gestão mais segura, organizada e
preparada para gerar valor.
Compreender essas diferenças ajuda clínicas, hospitais,
laboratórios, operadoras de saúde e demais serviços a escolherem a estratégia
mais adequada para sua realidade.
O que é a ONA?
A Organização Nacional de Acreditação (ONA) é responsável
por um dos principais modelos brasileiros de acreditação em saúde.
Seu objetivo é avaliar a qualidade da assistência, a
segurança do paciente, a integração entre processos e a maturidade da gestão.
A avaliação é realizada por instituições acreditadoras
credenciadas e contempla diferentes níveis de maturidade, permitindo que a
organização evolua continuamente.
A ONA foi desenvolvida exclusivamente para serviços de
saúde, considerando as características e os desafios desse setor.
O que é a ISO?
A ISO (International Organization for Standardization)
desenvolve normas internacionais aplicáveis a diversos segmentos da economia.
Na área da saúde, a mais conhecida é a ISO 9001,
voltada para sistemas de gestão da qualidade.
Dependendo do tipo de serviço, outras normas também podem
ser utilizadas, como:
- ISO
15189 – Laboratórios clínicos;
- ISO
17025 – Laboratórios de ensaio e calibração;
- ISO
14001 – Gestão ambiental;
- ISO
31000 – Gestão de riscos.
Enquanto a ONA é um modelo de acreditação em saúde, a ISO
estabelece requisitos para sistemas de gestão que podem ser aplicados em
diferentes tipos de organizações.
Principais diferenças entre ONA e ISSO
|
Aspecto |
ONA |
ISO |
|
Aplicação |
Serviços de
saúde |
Diversos
segmentos |
|
Objetivo |
Segurança e
qualidade assistencial |
Gestão dos
processos |
|
Abrangência |
Exclusiva
para a saúde |
Internacional |
|
Avaliação |
Organização
acreditadora |
Organismo
certificador |
|
Ênfase |
Assistência e
gestão integrada |
Sistema de
gestão |
|
Evolução |
Níveis de
maturidade |
Certificação
conforme requisitos |
ONA e ISO são concorrentes?
Não. Na prática, elas são complementares.
A ISO fortalece a estrutura do sistema de gestão.
A ONA amplia a maturidade dos processos assistenciais e
gerenciais.
Muitas organizações utilizam a ISO para organizar seus
processos e a acreditação para fortalecer a cultura da qualidade e da
segurança.
Essa integração favorece resultados mais consistentes e
sustentáveis.
Existem outros modelos além da ONA e da ISO?
Sim. O setor da saúde dispõe de diversos modelos
reconhecidos nacional e internacionalmente.
Cada um possui características específicas e atende
diferentes necessidades.
|
Modelo |
Principal
foco |
|
ONA |
Qualidade e
segurança assistencial |
|
Joint
Commission International (JCI) |
Excelência
internacional em saúde |
|
Accreditation
Canada |
Melhoria
contínua e segurança |
|
PALC |
Laboratórios
clínicos |
|
PADI |
Diagnóstico
por imagem |
|
CAP |
Qualidade
laboratorial |
|
ISO 9001 |
Sistema de
gestão da qualidade |
|
ISO 15189 |
Competência
em laboratórios clínicos |
|
ISO 17025 |
Competência
técnica de laboratórios |
O modelo mais adequado dependerá do perfil da organização, dos objetivos estratégicos e dos requisitos de seus clientes e parceiros.
Qual escolher?
Não existe uma resposta única.
Uma clínica pode iniciar sua jornada organizando seu Sistema
de Gestão da Qualidade.
Um laboratório pode optar pelo PALC ou pela ISO 15189.
Um hospital pode buscar a ONA ou um modelo internacional,
como a Joint Commission International.
O mais importante é compreender que qualquer modelo de
excelência deve fortalecer a capacidade da organização de gerar valor para
pacientes, profissionais e sociedade.
Perguntas frequentes (FAQ)
ONA é uma certificação ISO?
Não. A ONA é um modelo brasileiro de acreditação em saúde,
enquanto a ISO desenvolve normas internacionais para sistemas de gestão.
Um hospital pode ter ONA e ISO ao mesmo tempo?
Sim. Muitas organizações utilizam ambos os modelos de forma
complementar.
A ISO é obrigatória para serviços de saúde?
Não. Sua adoção é voluntária, salvo quando exigida por
contratos ou requisitos específicos.
A ONA é exclusiva para hospitais?
Não. O modelo pode ser aplicado a diversos serviços de
saúde, como clínicas, laboratórios, serviços de diagnóstico por imagem,
operadoras e outros.
Qual modelo é melhor?
Depende dos objetivos da organização. Em muitos casos, a
integração entre diferentes modelos proporciona resultados mais robustos.
Conclusão
Comparar ONA e ISO como se fossem alternativas concorrentes
limita a compreensão sobre a gestão da qualidade na saúde.
Cada modelo possui um propósito específico e contribui de
maneira diferente para o fortalecimento das organizações.
Enquanto a ISO organiza processos e sistemas de gestão, a
ONA amplia a maturidade da assistência e promove uma cultura voltada para a
segurança e a melhoria contínua.
Mais importante do que escolher entre um modelo ou outro é
desenvolver uma gestão capaz de transformar qualidade em valor.
Quando isso acontece, certificações e acreditações deixam de
ser objetivos finais e passam a representar etapas de uma jornada permanente
rumo à excelência.
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